DOS FILÓSOFOS
Blogue dedicado a questões de natureza filosófica e de apoio à disciplina de Filosofia do Ensino Secundário (10º e 11º Anos). Ângelo Rodrigues é docente QE do Grupo 410 (Filosofia) da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto. É coordenador deste grupo disciplinar. Colabora pedagogicamente com o Externato Gil Eanes. Foi Delegado Sindical da Escola Cacilhas Tejo e foi Membro Conselheiro do Conselho Geral do SPGL. (Blogue criado em julho de 2019).
quarta-feira, 3 de junho de 2026
quinta-feira, 23 de abril de 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
terça-feira, 17 de março de 2026
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
sábado, 13 de dezembro de 2025
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
terça-feira, 25 de novembro de 2025
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
domingo, 2 de novembro de 2025
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
René Descartes | Explicando a existência de Deus
Descartes apresenta principalmente três
provas para a existência de Deus. A
primeira baseia-se na ideia inata de perfeição, argumentando que essa ideia
só pode ter sido colocada na nossa mente por um ser perfeito (Deus). A segunda prova foca-se na causalidade
da nossa existência: como seres finitos e imperfeitos, não nos podemos ter
criado a nós mesmos, logo, um ser perfeito (Deus) deve ser a causa da nossa
existência. Por fim, a terceira
prova é o Argumento Ontológico, que
defende que a existência é uma propriedade inerente a um ser sumamente perfeito (A existência é uma propriedade do conceito de Perfeito).
1. Prova ou argumento da ideia de perfeição ou da marca (causalidade da ideia)
·
Ideia inata:
Descartes argumenta que temos uma ideia inata de um ser sumamente perfeito
e infinito.
·
Causa da ideia:
Como seres finitos e imperfeitos, não poderíamos ter criado essa ideia por
nós mesmos.
·
Conclusão:
A única causa possível para a ideia de perfeição é um ser que já seja
perfeito, ou seja, Deus.
2. Prova ou argumento da contingência (causalidade da existência)
·
Existência e imperfeição:
Somos seres finitos, contingentes e imperfeitos; a nossa existência
depende de outra coisa para se manter.
·
Causa da nossa existência:
Não podemos ser a causa da nossa própria existência, nem os nossos pais
podem ser a causa da ideia de perfeição neles.
·
Conclusão:
A existência do ser pensante requer uma causa primeira e perfeita que sustente
a sua existência, que é Deus.
3. Prova (ou argumento) ontológica
·
Conceito de Deus: Um ser sumamente perfeito é um
ser que possui todas as perfeições.
·
Existência como perfeição: A existência é
uma perfeição; um ser que não existisse não seria sumamente perfeito.
·
Conclusão: A existência de Deus é tão
intrinsecamente ligada à sua essência como ser sumamente perfeito quanto a
propriedade de ter três ângulos é intrínseca à definição de um triângulo.
Fonte: Wikipédia (adaptado)
terça-feira, 14 de outubro de 2025
sábado, 11 de outubro de 2025
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
domingo, 28 de setembro de 2025
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
sexta-feira, 23 de maio de 2025
domingo, 18 de maio de 2025
sábado, 5 de abril de 2025
domingo, 16 de março de 2025
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
PEDIDO DE COLABORAÇÃO - INQUÉRITO "NOVAS TECNOLOGIAS- DESAFIOS E OPORTUNIADES PARA OS JOVENS"
Ainda que no projeto Parlamento dos jovens apenas alguns alunos estejam interessados e participem, este não deixa de ser de ser de toda a Escola, já que esses alunos representam-na nas várias sessões e dado que é um tema que está na ordem do dia, gostávamos de também ter um feedback sobre este tema.
Eis o Link para o Inquérito:
https://forms.gle/
O inquérito abrange vários setores como:
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
sábado, 16 de novembro de 2024
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
terça-feira, 24 de setembro de 2024
terça-feira, 10 de setembro de 2024
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024
domingo, 28 de janeiro de 2024
Sugestão para a INTERRUPÇÃO LETIVA DO 1º SEMESTRE - Visionamento do filme «O JOGO DA IMITAÇÃO» - Projeto SEMANA DO CINEMA - Filosofia
"SEMANA DO CINEMA" - Filosofia
Visionamento do filme «O JOGO DA IMITAÇÃO».
(Realizado por Morten Tyldum, com argumento de Graham Moore. Bom filme!)
quarta-feira, 27 de dezembro de 2023
terça-feira, 21 de novembro de 2023
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
sábado, 18 de novembro de 2023
DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA - Celebração - 17 de novembro

«A Escola de Atenas (Scuola di Atene no original) é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Atenas. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A pintura já foi descrita como "a obra-prima de Rafael e a personificação perfeita do espírito clássico da Renascença".
Fonte: Wikipédia
Para mais informações consultar www.apefp.org e/ou contactar: apefp2008@gmail.com
aula, uma atividade aos alunos que desloquem o seu pensamento para um problema
do mundo atual, ou para áreas específicas da Filosofia que alarguem os seus
horizontes de cidadania e de reflexão crítica sobre a condição humana. Este ano o
convite lançado aos alunos passou por pedir-lhes que, a partir da música, de uma
música por eles escolhida, pudessem refletir sobre o seu conteúdo e o relacionassem
com as áreas da Filosofia por meio de argumentos. Cada turma decoraria, como
entendesse, a sua sala e em cada aula dinamizar-se-ia uma sessão de Filosofia com (a)
música. As diferentes dinamizações seriam, posteriormente, apresentadas à
comunidade, na entrada principal, com fotografias de cada grupo-turma.
Porquê a música? A música é uma componente do currículo destacada como
fundamental, pelo menos desde Platão, que a considerou, a par da Matemática e da
Ginástica, parte da formação do cidadão. Atualmente os currículos contemplam, em
parte, o seu ensino, mas presentemente a salvaguarda do seu valor educativo para o
espírito humano passa pela referência que o Perfil dos Alunos atribui à componente da
sensibilização estética.
Com efeito, o espírito humano não é apenas razão. A dimensão do sentido é
mais funda, ainda que sempre ancorada nos princípios da racionalidade. Na categoria
do que faz sentido e, está para além da razão ou da racionalidade, podemos e
devemos incluir as antinomias da razão, ou por outras palavras, os impasses que
aquela não consegue deslindar, a saber, razão e afeto e intelecto e sensibilidade.
Quando abarcamos o que está para além da razão e tocamos na esfera do significado,
percebemos que é fundamental incluir o concreto e o sensível, já que o sentido não se
encontra apenas e exclusivamente na dimensão semântica ou significativa. Carecemos
de significantes que conduzam o pensamento para o mais remoto e difícil de
comunicar, mas que faz parte e concede sentido à existência humana. É precisamente
por isso que a música nos interessa, interessa desde sempre à Filosofia. Pensar a
música e com ela, é pensar o mistério da condição humana. Pelo menos dois autores
contemporâneos lembram-nos isso de forma inequívoca, Lévi-Strauss que escreveu
sobre Wagner e George Steiner. Este último afirma na sua obra Presenças Reais -
“Perguntar “o que é a música?, pode ser muito bem uma maneira de perguntar, “o que
é o homem?”.
Strauss apercebemo-nos que para este filósofo há, a par do paradigma não-sensível do
conhecimento humano - que os nossos alunos conhecem por estudarem Descartes e o
paradigma da explicação racional da realidade -, outro paradigma que não pode ser
desvalorizado e a que dá o nome de uma flor “amor-perfeito selvagem”, que se
contraiu na designação “pensamento selvagem”. Este saber é aquele que obtemos
“pela apreensão direta, mas ordenada, dos dados da perceção sensorial.” Estas
palavras de Lévi-Strauss na obra Mitologias de Wagner têm que ser reunidas às do
pensamento de Locke que nos recordava que as qualidades secundárias – odores,
cores e sons - podem e devem ser integradas na lógica de compreensão do real fora de
nós. É evidente que a construção do sentido passará, sendo assim, por integrar a
matéria sensível que afeta a nossa sensibilidade, numa lógica de sentido não
estritamente racional. Para isso conseguirmos usamos o que é o pensamento
analógico que consegue um esquema de codificação que dá densificação ao conceito,
exprimindo mais amplamente o sentido e a significação que cada um de nós tem de
encontrar para a vida humana e sente, por exemplo, aquando da experiência de
escutar uma canção ou escutar uma música.
Por algumas razões, que descobriremos com os alunos e com as suas análises
durante a semana de 20 a 24 de novembro de 2023, a música é, como lembra Steiner,
“uma linguagem primeira, imediatamente compreensível a todos e intraduzível por
qualquer outro idioma. O discurso vem depois da música, já antes do caos de Babel, o
discurso fazia parte da queda humana. (...) Não foi por acaso que os dois espíritos
visionários mais sensíveis à crise da ordem clássica, Kierkegaard e Nietzsche, viram a
música a expressão essencial da energia e do sentido.”
A ordem clássica exclusivamente assente na razão ruiu, porque o homem não
encontra o sentido apenas no que tem lógica ou é verdade, mas no que tem a força do
sentido, como a beleza, a bondade e a justiça. O nosso objetivo foi corroborar, na
celebração deste dia com os alunos e com estas atividades, a experiência de sentido
para a vida humana que os alunos têm e fazem regularmente com a música. Levá-los a
perceber que ela será sempre um veículo para eles pensarem a vida e a sua condição,
a nossa condição tão em questão pelo que estamos todos a viver com várias ameaças a
cercar a nossa compreensão de nós mesmos, a guerra e a inteligência artificial.
Pensamos que essa reflexão poderá deixar no aluno a memória de uma
experiência indelével em que este se apercebe que há esferas da vida humana onde
ser-se, é ser livre. “Trata-se da dimensão onde nos encontramos com a música, a arte e
a literatura.” (Steiner, op.cit.)
A música, a par da Filosofia, oferece sempre aos que a experimentam e a
exercem, com a sensibilidade e a razão, uma dádiva. Essa dádiva traduz-se numa forma
única e singular de pensarmos quem somos e o sentido da nossa vida, porque a
música, quando ligada com o pensamento, não nos faz sentir o corte que praticamos
com a vida quando a instrumentalizamos, a contemplamos ou a amamos. Nessas
experiências, a vida é sempre o que está diante de nós. Com a música, a vida corre e
flui dentro de nós e o pensamento flui no seu elemento natural, como o peixe na água,
a ideia desliza pelo ritmo ou pela melodia, numa unidade de som e significante, de som
e semântica.
Grupo de Filosofia
quarta-feira, 15 de novembro de 2023
sábado, 15 de julho de 2023
terça-feira, 27 de junho de 2023
EXAME NACIONAL DE FILOSOFIA 2023 - Enunciados e Critérios de correção
Podes descarregar AQUI
o Enunciado e os Critérios de Correção
do Exame Nacional de Filosofia 2023.
domingo, 18 de junho de 2023
quinta-feira, 8 de junho de 2023
EXAME NACIONAL DE FILOSOFIA - Apoio e esclarecimentos
Informamos os nossos estimados alunos do seguinte: o Profº Ângelo Rodrigues marcou um primeiro momento de apoio/esclarecimento para o Exame Nacional de Filosofia no dia 14 de junho (4ª feira) das 10h às 11 h na Escola Secundária Emídio Navarro. (Esta informação foi também enviada para os seus alunos via correio eletrónico).
Bom estudo e muito sucesso para todos os Exames!
terça-feira, 30 de maio de 2023
«Será moralmente correto investir na inteligência artificial sabendo ter consequências como a desigualdade social e económica, falta de privacidade e falta de humanidade?» - Este ensaio foi realizado por Joana Cabral, nº8, da turma 11º LH, no âmbito da disciplina de Filosofia (e DAC de Cidadania e Desenvolvimento).
1. Ao longo deste ensaio, procurarei discutir a questão problema “Será moralmente correto investir na inteligência artificial sabendo ter consequências como a desigualdade social e económica, falta de privacidade e falta de humanidade?”.
2. O
objetivo deste ensaio é alertar o leitor para a importância da discussão deste
tema e enunciar algumas ideias pertinentes a considerar, em relação à criação
de programas de inteligência artificial.
3. Considero
que a discussão deste tema é importante para a sociedade entender as mudanças
que a inteligência artificial trará para as nossas vidas e consequentemente
tomar uma decisão relacionada com a aceitação destes procedimentos. A questão
requer uma resposta de toda a sociedade e para isso precisamos de nos colocar a par das suas consequências negativas e
benefícios.
4. Advogo
que a inteligência artificial, ou como muitos conhecemos nos dias de hoje, IA,
irá mudar radicalmente a humanidade de uma forma bastante negativa.
Na
minha opinião, o investimento nestes programas devia ser negado uma vez que há
que reconhecer os seus impactes negativos sociais, económicos, culturais e até
mesmo políticos.
5. Os
programas de inteligência artificial consistem em softwares concebidos para
identificar padrões numa determinada situação, tentar solucioná-la da melhor
forma sem a necessidade do controlo humano e seguir um certo objetivo,
repetitivamente. Esta tecnologia está a ganhar importância no mercado e muitas
empresas como a Google ou a Microsoft estão a investir na mesma, alcançando público
interessado em ouvir os seus benefícios. No entanto, temos que nos concentrar
também nos pontos negativos.
Primeiramente,
este desenvolvimento tecnológico trará o abandono de algumas profissões e, além
disso, o desemprego, mais sentido em cargos jurídicos, administrativos e
executivos, de acordo com o relatório Goldman Sachs, e profissões relacionadas
com o telemarketing e a educação, visto que estes investimentos procuram
aplicar-se a empregos mais estratégicos.
Em
segundo lugar, a inteligência artificial conduzirá ao crescimento da
desigualdade económico e social, pois apenas os mais privilegiados
financeiramente poderão ter acesso a estes programas, o que poderá encadear ao
investimento na área, em busca de lucro, levando ao abandono cultural.
Além
do mais, já vivemos numa sociedade exposta aos riscos da Internet e ao investir
na inteligência artificial, a privacidade de dados poderá deixar de existir.
Por
fim, somos obrigados a refletir no modo de aprendizagem destes algoritmos. Os
investidores afirmam que a IA não tem consciência humana, mas até que ponto
isso irá interferir na nossa? Será moralmente correto? Eu penso que não.
Existirá acesso a tanta informação, futuramente, que a sociedade não terá como
verificar a veracidade de todas as informações e por isso enfrentamos o aumento
da desinformação e fake news.
Para
aceitar o investimento nesta área, há que examinar quem traçará os limites
desta tecnologia: investidores, empresas ou os consumidores.
6. Os
defensores do investimento na inteligência artificial afirmam que a sua
influência será positiva uma vez que aumentará a automação, a produtividade das
atividades económicas e a precisão da execução de tarefas, tornando o dia a dia
da sociedade mais prático. As vantagens serão refletidas em diversos campos
como serviços prestados por empresas. Além disso, os algoritmos de inteligência
artificial aperfeiçoarão o atendimento ao cliente necessário em diversos
serviços através da interação automática.
7. Todavia,
estas objeções não são apoiadas por mim pois o investimento na IA e os seus
benefícios serão confrontados com o aumento do sedentarismo e falta de soft skills como a empatia, pois o ser
humano ao ser substituído, perde a independência e a interatividade com o
outro, ao longo do dia a dia. Este processo tornar-se-á repetitivo e
consequentemente, permanente.
8. A
final desta tese, defendo a preocupação e a interveniência da sociedade neste
desenvolvimento da inteligência artificial. Nós, enquanto seres humanos,
devemos considerar as consequências negativas que surgem da IA, como o
desemprego, a desigualdade económica e social, a falta de privacidade e a
aprendizagem ameaçadora destes programas.
Webgrafia:
(Re)Pensar o
Humano – 32º Encontro de Filosofia – 17 de fevereiro de 2018 – Apfilosofia
Desafios Éticos
e Morais da Inteligência Artificial - INTELLIGENZA (intelligenzait.com)
Inteligência
artificial: o que é e quais seus benefícios? - SantoDigital
Inteligência
Artificial deve afetar 300 milhões de empregos - TecMundo
Saiba quais são as profissões mais afetadas pela Inteligência Artificial (dn.pt)

































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