terça-feira, 17 de março de 2026

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

René Descartes | Explicando a existência de Deus


Descartes apresenta principalmente três provas para a existência de Deus. A primeira baseia-se na ideia inata de perfeição, argumentando que essa ideia só pode ter sido colocada na nossa mente por um ser perfeito (Deus). A segunda prova foca-se na causalidade da nossa existência: como seres finitos e imperfeitos, não nos podemos ter criado a nós mesmos, logo, um ser perfeito (Deus) deve ser a causa da nossa existência. Por fim, a terceira prova é o Argumento Ontológico, que defende que a existência é uma propriedade inerente a um ser sumamente perfeito (A existência é uma propriedade do conceito de Perfeito).

 

1. Prova ou argumento da ideia de perfeição ou da marca (causalidade da ideia)

·                     Ideia inata

Descartes argumenta que temos uma ideia inata de um ser sumamente perfeito e infinito. 

 

·                     Causa da ideia

Como seres finitos e imperfeitos, não poderíamos ter criado essa ideia por nós mesmos. 

 

·                     Conclusão

A única causa possível para a ideia de perfeição é um ser que já seja perfeito, ou seja, Deus. 

 

 

2. Prova ou argumento da contingência (causalidade da existência)

·                     Existência e imperfeição

Somos seres finitos, contingentes e imperfeitos; a nossa existência depende de outra coisa para se manter. 

 

·                     Causa da nossa existência

Não podemos ser a causa da nossa própria existência, nem os nossos pais podem ser a causa da ideia de perfeição neles. 

 

·                     Conclusão

A existência do ser pensante requer uma causa primeira e perfeita que sustente a sua existência, que é Deus. 

 

 

3. Prova (ou argumento) ontológica

·                     Conceito de Deus: Um ser sumamente perfeito é um ser que possui todas as perfeições. 

 

·                     Existência como perfeição: A existência é uma perfeição; um ser que não existisse não seria sumamente perfeito. 

 

·                     Conclusão: A existência de Deus é tão intrinsecamente ligada à sua essência como ser sumamente perfeito quanto a propriedade de ter três ângulos é intrínseca à definição de um triângulo. 

 

Fonte: Wikipédia (adaptado)


As provas clássicas da existência de Deus segundo a FILOSOFIA

sábado, 11 de outubro de 2025

MATRIZ - Teste nº 1 - FILOSOFIA (11º Ano)

 


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BOM ESTUDO!

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

PEDIDO DE COLABORAÇÃO - INQUÉRITO "NOVAS TECNOLOGIAS- DESAFIOS E OPORTUNIADES PARA OS JOVENS"

Ainda que no projeto Parlamento dos jovens apenas alguns alunos estejam interessados e participem, este não deixa de ser de ser de toda a Escola, já que esses alunos representam-na nas várias sessões e dado que é um tema que está na ordem do dia, gostávamos de também ter um feedback sobre este tema.

Eis o Link para o Inquérito:
 
https://forms.gle/Dr4N1GWTHhRhdMU77

O inquérito abrange vários setores como:

VIDA SOCIAL E RELAÇÕES INTERPESSOAIS;
SAÚDE;
EDUCAÇÃO/ENSINO;
IGUALDADE E INCLUSÃO;
DESINFORMAÇÃO;
CIDADANIA E DEMOCRACIA;
SEGURANÇA E PRIVACIDADE;
ECONOMIA DIGITAL;
PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO.

Teste nº 2 (10º Ano - Turmas 3, 4 e 5) - MATRIZ

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sábado, 18 de novembro de 2023

DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA - Celebração - 17 de novembro


«Escola de Atenas (Scuola di Atene no original) é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Atenas. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A pintura já foi descrita como "a obra-prima de Rafael e a personificação perfeita do espírito clássico da Renascença".
Fonte: Wikipédia


«Em 2002 a UNESCO instituiu o Dia Mundial da Filosofia, como resultado da necessidade da humanidade refletir sobre os acontecimentos atuais, fomentando-se o pensamento crítico, criativo e independente, contribuindo assim para a promoção da tolerância e da paz. Desde então este dia é celebrado em todo o mundo na terceira quinta-feira do mês de novembro, que este ano teve lugar a 17 de novembro.»

Para mais informações consultar www.apefp.org e/ou contactar: apefp2008@gmail.com

Fonte (texto retirado daqui): 
https://www.dge.mec.pt/noticias/ensino-secundario/dia-mundial-da-filosofia


Dia Mundial da Filosofia

A relação e experiência de juntar o pensamento com a música

A cada ano que passa o grupo disciplinar de Filosofia proporciona um dia, uma
aula, uma atividade aos alunos que desloquem o seu pensamento para um problema
do mundo atual, ou para áreas específicas da Filosofia que alarguem os seus
horizontes de cidadania e de reflexão crítica sobre a condição humana. Este ano o
convite lançado aos alunos passou por pedir-lhes que, a partir da música, de uma
música por eles escolhida, pudessem refletir sobre o seu conteúdo e o relacionassem
com as áreas da Filosofia por meio de argumentos. Cada turma decoraria, como
entendesse, a sua sala e em cada aula dinamizar-se-ia uma sessão de Filosofia com (a)
música. As diferentes dinamizações seriam, posteriormente, apresentadas à
comunidade, na entrada principal, com fotografias de cada grupo-turma.
Porquê a música? A música é uma componente do currículo destacada como
fundamental, pelo menos desde Platão, que a considerou, a par da Matemática e da
Ginástica, parte da formação do cidadão. Atualmente os currículos contemplam, em
parte, o seu ensino, mas presentemente a salvaguarda do seu valor educativo para o
espírito humano passa pela referência que o Perfil dos Alunos atribui à componente da
sensibilização estética.

Com efeito, o espírito humano não é apenas razão. A dimensão do sentido é
mais funda, ainda que sempre ancorada nos princípios da racionalidade. Na categoria
do que faz sentido e, está para além da razão ou da racionalidade, podemos e
devemos incluir as antinomias da razão, ou por outras palavras, os impasses que
aquela não consegue deslindar, a saber, razão e afeto e intelecto e sensibilidade.
Quando abarcamos o que está para além da razão e tocamos na esfera do significado,
percebemos que é fundamental incluir o concreto e o sensível, já que o sentido não se
encontra apenas e exclusivamente na dimensão semântica ou significativa. Carecemos
de significantes que conduzam o pensamento para o mais remoto e difícil de
comunicar, mas que faz parte e concede sentido à existência humana. É precisamente
por isso que a música nos interessa, interessa desde sempre à Filosofia. Pensar a
música e com ela, é pensar o mistério da condição humana. Pelo menos dois autores
contemporâneos lembram-nos isso de forma inequívoca, Lévi-Strauss que escreveu
sobre Wagner e George Steiner. Este último afirma na sua obra Presenças Reais -
“Perguntar “o que é a música?, pode ser muito bem uma maneira de perguntar, “o que
é o homem?”.

Ao acompanharmos, ainda que muito sucintamente, o pensamento de Lévi-
Strauss apercebemo-nos que para este filósofo há, a par do paradigma não-sensível do
conhecimento humano - que os nossos alunos conhecem por estudarem Descartes e o
paradigma da explicação racional da realidade -, outro paradigma que não pode ser
desvalorizado e a que dá o nome de uma flor “amor-perfeito selvagem”, que se
contraiu na designação “pensamento selvagem”. Este saber é aquele que obtemos
“pela apreensão direta, mas ordenada, dos dados da perceção sensorial.” Estas
palavras de Lévi-Strauss na obra Mitologias de Wagner têm que ser reunidas às do
pensamento de Locke que nos recordava que as qualidades secundárias – odores,
cores e sons - podem e devem ser integradas na lógica de compreensão do real fora de
nós. É evidente que a construção do sentido passará, sendo assim, por integrar a
matéria sensível que afeta a nossa sensibilidade, numa lógica de sentido não
estritamente racional. Para isso conseguirmos usamos o que é o pensamento
analógico que consegue um esquema de codificação que dá densificação ao conceito,
exprimindo mais amplamente o sentido e a significação que cada um de nós tem de
encontrar para a vida humana e sente, por exemplo, aquando da experiência de
escutar uma canção ou escutar uma música.

Por algumas razões, que descobriremos com os alunos e com as suas análises
durante a semana de 20 a 24 de novembro de 2023, a música é, como lembra Steiner,
“uma linguagem primeira, imediatamente compreensível a todos e intraduzível por
qualquer outro idioma. O discurso vem depois da música, já antes do caos de Babel, o
discurso fazia parte da queda humana. (...) Não foi por acaso que os dois espíritos
visionários mais sensíveis à crise da ordem clássica, Kierkegaard e Nietzsche, viram a
música a expressão essencial da energia e do sentido.”

A ordem clássica exclusivamente assente na razão ruiu, porque o homem não
encontra o sentido apenas no que tem lógica ou é verdade, mas no que tem a força do
sentido, como a beleza, a bondade e a justiça. O nosso objetivo foi corroborar, na
celebração deste dia com os alunos e com estas atividades, a experiência de sentido
para a vida humana que os alunos têm e fazem regularmente com a música. Levá-los a
perceber que ela será sempre um veículo para eles pensarem a vida e a sua condição,
a nossa condição tão em questão pelo que estamos todos a viver com várias ameaças a
cercar a nossa compreensão de nós mesmos, a guerra e a inteligência artificial.
Pensamos que essa reflexão poderá deixar no aluno a memória de uma
experiência indelével em que este se apercebe que há esferas da vida humana onde
ser-se, é ser livre. “Trata-se da dimensão onde nos encontramos com a música, a arte e
a literatura.” (Steiner, op.cit.)

A música, a par da Filosofia, oferece sempre aos que a experimentam e a
exercem, com a sensibilidade e a razão, uma dádiva. Essa dádiva traduz-se numa forma
única e singular de pensarmos quem somos e o sentido da nossa vida, porque a
música, quando ligada com o pensamento, não nos faz sentir o corte que praticamos
com a vida quando a instrumentalizamos, a contemplamos ou a amamos. Nessas
experiências, a vida é sempre o que está diante de nós. Com a música, a vida corre e
flui dentro de nós e o pensamento flui no seu elemento natural, como o peixe na água,
a ideia desliza pelo ritmo ou pela melodia, numa unidade de som e significante, de som
e semântica.

Grupo de Filosofia
Novembro de 2023

terça-feira, 27 de junho de 2023

quinta-feira, 8 de junho de 2023

CONVITE aos alunos, colegas e EE - porque acreditamos que a atividade cultural e pedagógica que um docente desenvolve para lá da Escola é cada vez mais importante e pertinente. Neste dia celebramos também Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas.


EXAME NACIONAL DE FILOSOFIA - Apoio e esclarecimentos

Informamos os nossos estimados alunos do seguinte:  o Profº Ângelo Rodrigues marcou um primeiro momento de apoio/esclarecimento para o Exame Nacional de Filosofia no dia 14 de junho (4ª feira) das 10h às 11 h na Escola Secundária Emídio Navarro. (Esta informação foi também enviada para os seus alunos via correio eletrónico).

Bom estudo e muito sucesso para todos os Exames!

terça-feira, 30 de maio de 2023

«Será moralmente correto investir na inteligência artificial sabendo ter consequências como a desigualdade social e económica, falta de privacidade e falta de humanidade?» - Este ensaio foi realizado por Joana Cabral, nº8, da turma 11º LH, no âmbito da disciplina de Filosofia (e DAC de Cidadania e Desenvolvimento).

1. Ao longo deste ensaio, procurarei discutir a questão problema “Será moralmente correto investir na inteligência artificial sabendo ter consequências como a desigualdade social e económica, falta de privacidade e falta de humanidade?”.

2. O objetivo deste ensaio é alertar o leitor para a importância da discussão deste tema e enunciar algumas ideias pertinentes a considerar, em relação à criação de programas de inteligência artificial.

3. Considero que a discussão deste tema é importante para a sociedade entender as mudanças que a inteligência artificial trará para as nossas vidas e consequentemente tomar uma decisão relacionada com a aceitação destes procedimentos. A questão requer uma resposta de toda a sociedade e para isso precisamos de nos colocar  a par das suas consequências negativas e benefícios.

4. Advogo que a inteligência artificial, ou como muitos conhecemos nos dias de hoje, IA, irá mudar radicalmente a humanidade de uma forma bastante negativa.

Na minha opinião, o investimento nestes programas devia ser negado uma vez que há que reconhecer os seus impactes negativos sociais, económicos, culturais e até mesmo políticos.

5. Os programas de inteligência artificial consistem em softwares concebidos para identificar padrões numa determinada situação, tentar solucioná-la da melhor forma sem a necessidade do controlo humano e seguir um certo objetivo, repetitivamente. Esta tecnologia está a ganhar importância no mercado e muitas empresas como a Google ou a Microsoft estão a investir na mesma, alcançando público interessado em ouvir os seus benefícios. No entanto, temos que nos concentrar também nos pontos negativos.

Primeiramente, este desenvolvimento tecnológico trará o abandono de algumas profissões e, além disso, o desemprego, mais sentido em cargos jurídicos, administrativos e executivos, de acordo com o relatório Goldman Sachs, e profissões relacionadas com o telemarketing e a educação, visto que estes investimentos procuram aplicar-se a empregos mais estratégicos.

Em segundo lugar, a inteligência artificial conduzirá ao crescimento da desigualdade económico e social, pois apenas os mais privilegiados financeiramente poderão ter acesso a estes programas, o que poderá encadear ao investimento na área, em busca de lucro, levando ao abandono cultural.

Além do mais, já vivemos numa sociedade exposta aos riscos da Internet e ao investir na inteligência artificial, a privacidade de dados poderá deixar de existir.

Por fim, somos obrigados a refletir no modo de aprendizagem destes algoritmos. Os investidores afirmam que a IA não tem consciência humana, mas até que ponto isso irá interferir na nossa? Será moralmente correto? Eu penso que não. Existirá acesso a tanta informação, futuramente, que a sociedade não terá como verificar a veracidade de todas as informações e por isso enfrentamos o aumento da desinformação e fake news.

Para aceitar o investimento nesta área, há que examinar quem traçará os limites desta tecnologia: investidores, empresas ou os consumidores.

6. Os defensores do investimento na inteligência artificial afirmam que a sua influência será positiva uma vez que aumentará a automação, a produtividade das atividades económicas e a precisão da execução de tarefas, tornando o dia a dia da sociedade mais prático. As vantagens serão refletidas em diversos campos como serviços prestados por empresas. Além disso, os algoritmos de inteligência artificial aperfeiçoarão o atendimento ao cliente necessário em diversos serviços através da interação automática.

7. Todavia, estas objeções não são apoiadas por mim pois o investimento na IA e os seus benefícios serão confrontados com o aumento do sedentarismo e falta de soft skills como a empatia, pois o ser humano ao ser substituído, perde a independência e a interatividade com o outro, ao longo do dia a dia. Este processo tornar-se-á repetitivo e consequentemente, permanente.

8. A final desta tese, defendo a preocupação e a interveniência da sociedade neste desenvolvimento da inteligência artificial. Nós, enquanto seres humanos, devemos considerar as consequências negativas que surgem da IA, como o desemprego, a desigualdade económica e social, a falta de privacidade e a aprendizagem ameaçadora destes programas.

 

Webgrafia:

(Re)Pensar o Humano – 32º Encontro de Filosofia – 17 de fevereiro de 2018 – Apfilosofia

Desafios Éticos e Morais da Inteligência Artificial - INTELLIGENZA (intelligenzait.com)

Inteligência artificial: o que é e quais seus benefícios? - SantoDigital

Inteligência Artificial deve afetar 300 milhões de empregos - TecMundo

Saiba quais são as profissões mais afetadas pela Inteligência Artificial (dn.pt)