e boa preparação para os teus Exames!
Blogue dedicado a questões de natureza filosófica e de apoio à disciplina de Filosofia do Ensino Secundário (10º e 11º Anos). Ângelo Rodrigues é docente QE do Grupo 410 (Filosofia) da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto. É coordenador deste grupo disciplinar. Colabora pedagogicamente com o Externato Gil Eanes. Foi Delegado Sindical da Escola Cacilhas Tejo e foi Membro Conselheiro do Conselho Geral do SPGL. (Blogue criado em julho de 2019).
Descartes apresenta principalmente três
provas para a existência de Deus. A
primeira baseia-se na ideia inata de perfeição, argumentando que essa ideia
só pode ter sido colocada na nossa mente por um ser perfeito (Deus). A segunda prova foca-se na causalidade
da nossa existência: como seres finitos e imperfeitos, não nos podemos ter
criado a nós mesmos, logo, um ser perfeito (Deus) deve ser a causa da nossa
existência. Por fim, a terceira
prova é o Argumento Ontológico, que
defende que a existência é uma propriedade inerente a um ser sumamente perfeito (A existência é uma propriedade do conceito de Perfeito).
1. Prova ou argumento da ideia de perfeição ou da marca (causalidade da ideia)
·
Ideia inata:
Descartes argumenta que temos uma ideia inata de um ser sumamente perfeito
e infinito.
·
Causa da ideia:
Como seres finitos e imperfeitos, não poderíamos ter criado essa ideia por
nós mesmos.
·
Conclusão:
A única causa possível para a ideia de perfeição é um ser que já seja
perfeito, ou seja, Deus.
2. Prova ou argumento da contingência (causalidade da existência)
·
Existência e imperfeição:
Somos seres finitos, contingentes e imperfeitos; a nossa existência
depende de outra coisa para se manter.
·
Causa da nossa existência:
Não podemos ser a causa da nossa própria existência, nem os nossos pais
podem ser a causa da ideia de perfeição neles.
·
Conclusão:
A existência do ser pensante requer uma causa primeira e perfeita que sustente
a sua existência, que é Deus.
3. Prova (ou argumento) ontológica
·
Conceito de Deus: Um ser sumamente perfeito é um
ser que possui todas as perfeições.
·
Existência como perfeição: A existência é
uma perfeição; um ser que não existisse não seria sumamente perfeito.
·
Conclusão: A existência de Deus é tão
intrinsecamente ligada à sua essência como ser sumamente perfeito quanto a
propriedade de ter três ângulos é intrínseca à definição de um triângulo.
Fonte: Wikipédia (adaptado)
Ainda que no projeto Parlamento dos jovens apenas alguns alunos estejam interessados e participem, este não deixa de ser de ser de toda a Escola, já que esses alunos representam-na nas várias sessões e dado que é um tema que está na ordem do dia, gostávamos de também ter um feedback sobre este tema.
Eis o Link para o Inquérito:
https://forms.gle/
O inquérito abrange vários setores como:
"SEMANA DO CINEMA" - Filosofia
Visionamento do filme «O JOGO DA IMITAÇÃO».
(Realizado por Morten Tyldum, com argumento de Graham Moore. Bom filme!)

Para mais informações consultar www.apefp.org e/ou contactar: apefp2008@gmail.com
Podes descarregar AQUI
o Enunciado e os Critérios de Correção
do Exame Nacional de Filosofia 2023.
Informamos os nossos estimados alunos do seguinte: o Profº Ângelo Rodrigues marcou um primeiro momento de apoio/esclarecimento para o Exame Nacional de Filosofia no dia 14 de junho (4ª feira) das 10h às 11 h na Escola Secundária Emídio Navarro. (Esta informação foi também enviada para os seus alunos via correio eletrónico).
Bom estudo e muito sucesso para todos os Exames!
1. Ao longo deste ensaio, procurarei discutir a questão problema “Será moralmente correto investir na inteligência artificial sabendo ter consequências como a desigualdade social e económica, falta de privacidade e falta de humanidade?”.
2. O
objetivo deste ensaio é alertar o leitor para a importância da discussão deste
tema e enunciar algumas ideias pertinentes a considerar, em relação à criação
de programas de inteligência artificial.
3. Considero
que a discussão deste tema é importante para a sociedade entender as mudanças
que a inteligência artificial trará para as nossas vidas e consequentemente
tomar uma decisão relacionada com a aceitação destes procedimentos. A questão
requer uma resposta de toda a sociedade e para isso precisamos de nos colocar a par das suas consequências negativas e
benefícios.
4. Advogo
que a inteligência artificial, ou como muitos conhecemos nos dias de hoje, IA,
irá mudar radicalmente a humanidade de uma forma bastante negativa.
Na
minha opinião, o investimento nestes programas devia ser negado uma vez que há
que reconhecer os seus impactes negativos sociais, económicos, culturais e até
mesmo políticos.
5. Os
programas de inteligência artificial consistem em softwares concebidos para
identificar padrões numa determinada situação, tentar solucioná-la da melhor
forma sem a necessidade do controlo humano e seguir um certo objetivo,
repetitivamente. Esta tecnologia está a ganhar importância no mercado e muitas
empresas como a Google ou a Microsoft estão a investir na mesma, alcançando público
interessado em ouvir os seus benefícios. No entanto, temos que nos concentrar
também nos pontos negativos.
Primeiramente,
este desenvolvimento tecnológico trará o abandono de algumas profissões e, além
disso, o desemprego, mais sentido em cargos jurídicos, administrativos e
executivos, de acordo com o relatório Goldman Sachs, e profissões relacionadas
com o telemarketing e a educação, visto que estes investimentos procuram
aplicar-se a empregos mais estratégicos.
Em
segundo lugar, a inteligência artificial conduzirá ao crescimento da
desigualdade económico e social, pois apenas os mais privilegiados
financeiramente poderão ter acesso a estes programas, o que poderá encadear ao
investimento na área, em busca de lucro, levando ao abandono cultural.
Além
do mais, já vivemos numa sociedade exposta aos riscos da Internet e ao investir
na inteligência artificial, a privacidade de dados poderá deixar de existir.
Por
fim, somos obrigados a refletir no modo de aprendizagem destes algoritmos. Os
investidores afirmam que a IA não tem consciência humana, mas até que ponto
isso irá interferir na nossa? Será moralmente correto? Eu penso que não.
Existirá acesso a tanta informação, futuramente, que a sociedade não terá como
verificar a veracidade de todas as informações e por isso enfrentamos o aumento
da desinformação e fake news.
Para
aceitar o investimento nesta área, há que examinar quem traçará os limites
desta tecnologia: investidores, empresas ou os consumidores.
6. Os
defensores do investimento na inteligência artificial afirmam que a sua
influência será positiva uma vez que aumentará a automação, a produtividade das
atividades económicas e a precisão da execução de tarefas, tornando o dia a dia
da sociedade mais prático. As vantagens serão refletidas em diversos campos
como serviços prestados por empresas. Além disso, os algoritmos de inteligência
artificial aperfeiçoarão o atendimento ao cliente necessário em diversos
serviços através da interação automática.
7. Todavia,
estas objeções não são apoiadas por mim pois o investimento na IA e os seus
benefícios serão confrontados com o aumento do sedentarismo e falta de soft skills como a empatia, pois o ser
humano ao ser substituído, perde a independência e a interatividade com o
outro, ao longo do dia a dia. Este processo tornar-se-á repetitivo e
consequentemente, permanente.
8. A
final desta tese, defendo a preocupação e a interveniência da sociedade neste
desenvolvimento da inteligência artificial. Nós, enquanto seres humanos,
devemos considerar as consequências negativas que surgem da IA, como o
desemprego, a desigualdade económica e social, a falta de privacidade e a
aprendizagem ameaçadora destes programas.
Webgrafia:
(Re)Pensar o
Humano – 32º Encontro de Filosofia – 17 de fevereiro de 2018 – Apfilosofia
Desafios Éticos
e Morais da Inteligência Artificial - INTELLIGENZA (intelligenzait.com)
Inteligência
artificial: o que é e quais seus benefícios? - SantoDigital
Inteligência
Artificial deve afetar 300 milhões de empregos - TecMundo
Saiba quais são as profissões mais afetadas pela Inteligência Artificial (dn.pt)